DRA ANA TEIXEIRA MENDES
Psicóloga clínica e da saúde
cédula profissional da Ordem dos Psicólogos Portugueses nº27577

Como contribuir para o meu bem-estar
Muitas vezes somos confrontados com sugestões de prevenção e manutenção do nosso bem-estar, que são interpretados como utópicos ou ideais. É evidenciado cientificamente e de conhecimento comum que fazer desporto, meditar, relaxar, conectar-se com a família, organizar o nosso tempo, ter noites de sono reparador, entre tantos outros, são enormes facilitadores no alcance do bem-estar do ser humano, mas porque não os fazemos? Eis diferentes razões que ouço comumente:
- “Gostava muito, mas não tenho tempo para fazer nenhuma dessas coisas.”
- “Passo o dia todo a trabalhar, quando chego a casa só me quero deitar.”
- “Com os meus filhos, nem tenho tempo para mim.”
É nestas e outras tantas retóricas que muitas vezes acaba por nada ser feito, havendo desistência por parte do ser humano atribuindo estas sugestões como passíveis de serem realizadas. Isto, muitas vezes associa-se a sentimentos de culpa “com esta idade devia fazer mais desporto, senão ainda vou ter uma doença”. Como saímos daqui?
Eis algumas sugestões de pensamentos/reflexões a ter em conta na fase inicial do alcance destes objetivos:
- Qual das práticas de bem-estar é mais valorizada por si? – Isto facilitará a escolha dos objetivos com mais importância e valor para o paciente, priorizando-os;
- Com qual das práticas mais se identifica? Perceber com o que mais se identifica, é importante para espoletar motivação para a prática destes objetivos;
- Adaptar os objetivos à sua própria realidade e dia-a-dia – Isto é importante, porque só assim o paciente terá a perceção de exequibilidade dos objetivos. Por ex:. Se não consegue sair de casa para fazer desporto, porque não pode deixar os filhos sozinhos, faça-o em casa; Se não consegue organizar o tempo de forma semanal ou mensal, comece por organizar um dia;
- Não desistir – Apesar da inconstância que, na realidade, muitas vezes as nossas rotinas espoletam, não desista e mantenha os seus objetivos em mente. Não fez esta semana, faça na próxima;
Em suma, é fundamental que o ser humano realize práticas que potenciem o seu bem-estar, no entanto, é importante que sejam estruturadas e adaptadas à sua realidade de forma a não haver desistências, ou visão de impossibilidade. Isto é percecionado como negativo para a saúde física e mental do mesmo.
Cuide de si, peça ajuda psicológica.
Ana Teixeira Mendes